#12

Ainda sonho com o meu prado verde: aquele sítio que tão estranhamente parece ser parte de mim. Eu morri, mas lá as flores ainda estão apaixonadas pelo sol, ainda existe paz e o vento que cuidadosamente dança com o meu cabelo rebelde, ainda me sorri de vez em quando. Respiro, não porque precise, mas porque me sabe bem aquele ar tão doce. Estou sozinha: não existe quem me queira mal, nem bem. Posso fechar os olhos e deixar que os pássaros bebam as minhas lágrimas. Naquele bocado de mim, sinto-me a menina de cinco anos que tinha o cabelo muito encaracolado, as bochechas rosadas e não sabia o que eram pessoas maldosas. Fecho-me na casinha de pedra que existe bem no meio do meu prado verde: pego num livro e deixo-me lá ficar enquanto sonho e oiço o meu coração morto bater.

Gostaste? Então, não guardes só para ti!

SOBRE A AUTORA

Olá! O meu nome é Daniela Nogueira, tenho 18 anos e estudo Direito. Sou uma apaixonada por Artes. Escrevo no (Des)Apontamentos há cerca de quatro anos (com muitas mudanças, pelo meio...) e espero fazê-lo por muitos mais. A natureza, os meus sentidos e a alma das pessoas são os meus temas favoritos!

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