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Ainda tenho guardada a mensagem que me mandou na noite em que fiz 16 anos. 


Dantes, sentia o coração pulsar mais depressa ao som simples do seu nome. Sorria a qualquer sinal de um futuro. Adormecia a pensar nos lábios dele. Dava longos passeios contemplando a pessoa fantástica que ele era. Andava feliz por tê-lo dentro das quatro paredes que são a minha vida. É isso que o amor me faz. Deixa-me feliz, porém, dependente. Faz-me sentir pequena e frágil, como se eu só existisse se ele também existir. Um dia disse algo que não devia, e ele deixou de me falar por meia hora. Não me lembro de alguma vez ter chorado o mar que chorei. Hoje sinto-me envergonhada por ter deixado alguém fazer de mim uma boneca, por lhe ter contado segredos em tom de banalidades. Entrego-me demasiado às pessoas, mas não gosto da estupidez que é achar as nuvens mais bonitas apenas porque estou apaixonada, nem da inocência que é achar algo que ele disse um sinal de que me quer tanto quanto eu a ele.

Gostaste? Então, não guardes só para ti!

SOBRE A AUTORA

Olá! O meu nome é Daniela Nogueira, tenho 18 anos e estudo Direito. Sou uma apaixonada por Artes. Escrevo no (Des)Apontamentos há cerca de quatro anos (com muitas mudanças, pelo meio...) e espero fazê-lo por muitos mais. A natureza, os meus sentidos e a alma das pessoas são os meus temas favoritos!

11 Comentários

  1. Amei o seu post!! da uma confferida no meu blog! http://adolescenteconfis.blogspot.com.br/ beijokas :* :*

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  2. lindoo texto,amei seu blog,seguindo beijãoo


    http://olagirls.blogspot.com.br/

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  3. Cada vez me identifico mais com suas palavras! Parabéns, estou amando seu blog .

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